Associação dos Mecânicos de Vôo da Varig
Quarta-Feira, 12 de Dezembro de 2018
05/10/2010

<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>

Valor Econômico
05/10/2010

Nos EUA, maior distância para pousar
Andy Pasztor e Peter Sanders

Os mais novos modelos de jatos comerciais da Boeing, que já estão sofrendo com enormes gastos extras e atrasos de cronograma, enfrentam um novo desafio: as autoridades de segurança dos Estados Unidos adotaram regras preliminares exigindo que outros aviões mantenham distâncias maiores atrás deles durante o pouso.

As restrições da Administração Federal de Aviação, conhecida pela sigla FAA, são provisórias e muitas pessoas do setor acreditam que elas serão substancialmente relaxadas, uma vez que os testes de voo tenham sido finalizados. Mas a decisão relativa ao espaço extra, comunicada aos controladores do tráfego aéreo na semana passada, levanta questões sobre a extensão das restrições operacionais que a agência pode vir a impor ao Boeing 787 Dreamliner e ao novo Jumbo 747-8.

O padrão provisório determina que todos os aviões, independente do tamanho, fiquem a uma distância de pelo menos 16 quilômetros atrás dos últimos modelos da Boeing durante grandes porções da descida. Isso é mais do dobro da distância que muitos aviões hoje têm que manter atrás do 747-400, o maior jato da Boeing em operação.

A distância e outras restrições - especialmente em torno dos grandes aeroportos de conexão - poderiam frustar linhas aéreas como a All Nippon Airways (ANA), a Japan Airlines e a Cargolux Airlines International, que estão entre as primeiras candidatas a colocar os modelos da Boeing em operação. A previsão é de que os Boeings 787 comecem a voar com passageiros pela ANA, depois do primeiro trimestre de 2011, e as primeiras entregas dos aviões de carga 747-8 também devem ocorrer por volta de meados do ano que vem.

A obrigação de manter margens extras de segurança durante a fase final de aproximação de aeroportos congestionados pode reduzir a capacidade total e complicar o lançamento dos novos jatos. Uma porta-voz da FAA disse na segunda-feira que os padrões revistos devem ser adotados depois do fim dos testes de voo, mas não quis dar mais detalhes.

O documento que anuncia os "procedimentos e padrões de separação" provisórios os considera "conservadores" e indica que uma "orientação final será disponibilizada", depois que os resultados dos testes de voo tenham sido avaliados. Mas o documento indica que as restrições provisórias poderão continuar em vigor até o fim de outubro de 2011.

Representantes da Boeing não quiseram comentar.

O aviso da FAA diz que a turbulência gerada pelos modelos 747-8 e 787 - basicamente, os redemoinhos gerados pelas pontas das asas - "pode ser mais substancial que aquela" criada por Jumbos ou jatos de fuselagem larga já existentes, tais como o Boeing 747-400 e o Airbus A340.

Com quase três anos de atraso em relação ao cronograma inicial, o desenvolvimento do 787 foi retardado por questões de projeto, problemas de fabricação e o mal funcionamento do motor. O desenvolvimento do 747 longo foi adiado por dificuldades de produção e teste, incluindo problemas de aerodinâmica descobertos durante os testes de voo, que poderiam afetar as características da turbulência.

Esse tipo de turbulência normalmente aumenta com o peso da aeronave. De mais de 450 toneladas, o peso máximo de um 747-8 na decolagem deve ser cerca 7% superior ao do maior modelo 747 hoje existente, mas perto de um terço menor que o de um Jumbo A380 totalmente carregado.

O A380 enfrentou anos atrás seus próprios desafios com problemas de turbulência. Os especialistas internacionais em segurança inicialmente exigiram que os controladores seguissem procedimentos determinando que os aviões mais próximos reduzissem a velocidade ou esperassem mais para decolar, para garantir uma distância suficiente para que a turbulência se dissipasse. As primeiras regras criaram controvérsia e desafios de marketing para o fabricante do Airbus, mas elas foram relaxadas mais tarde, com a redução das exigências de distância.

Como as questões de turbulência do A380, o debate sobre exigências extras para os últimos modelos da Boeing foram de alguma forma silenciadas por causa da queda do tráfego aéreo dos níveis recordes antes dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001.

 

 

Valor Econômico
05/10/2010

EUA podem regular transporte de baterias
Andy Pasztor

As autoridades reguladoras americanas estão criando formas para reprimir o transporte aéreo de computadores, celulares e outros aparelhos eletrônicos que contenham baterias de de íon de lítio, apesar da forte oposição de alguns dos maiores fabricantes desses produtos.

Instigados pelo recente acidente com fogo com um Boeing de carga 747 da UPS, que estava carregado de produtos eletrônicos, autoridades do Departamento de Transporte e da Administração Federal da Aviação, ou FAA, estão trabalhando para melhorar a proteção contra o potencial incendiário de baterias recarregáveis, dizem pessoas próximas ao assunto.

Essas restrições, que devem ser apresentadas este ano, poderiam dificultar a vida de empresas que se acostumaram a contar com entregas rápidas para os Estados Unidos de baterias e equipamentos produzidos em sua maioria na Ásia.

As primeiras medidas do governo, dizem essas pessoas, provavelmente vão atacar a melhora das embalagens e da documentação, assim como limitar o tamanho dos carregamentos de certas baterias e alertar os pilotos sempre que os seus aviões levarem este tipo de carga.

Medidas abrangentes de proteção contra incêndios em aviões carregados de baterias nos EUA devem vir depois, como parte de um esforço separado do Departamento de Transporte, iniciado há meses. Esse esforço poderia formalmente classificar as baterias de lítio como carga perigosa, mudando a forma como coisas desde aparelhos eletrônicos portáteis até baterias para carros elétricos são embaladas, monitoradas e distribuídas nos próximos anos.

Autoridades do setor de aviação nos EUA acreditam que existe uma crescente evidência de que as baterias de lítio representam uma séria ameaça de incêndio, particularmente quando são empilhadas em aviões. Se houver um curto-circuito ou se sofrerem um superaquecimento por qualquer outra razão, elas podem pegar foto e queimar intensamente, e o incêndio pode ser difícil de se extinguir.

As novas regras enfrentam a oposição de um grande número de empresas que fabricam, transportam e vendem produtos que usam baterias no mundo todo. Grupos do setor querem que os EUA adotem padrões de transporte menos rígidos e que já foram amplamente aceitos em outros países.

O resultado é uma intensa batalha de bastidores, que coloca os executivos do setor de segurança de transporte nomeados pelo presidente Barack Obama contra poderosos escritórios de advocacia e associações comerciais que representam fornecedores, tais como Sony Corp., Panasonic Corp., Motorola Inc. e Stanley Black & Decker Inc. As empresas não tinham comentários imediatos a fazer.

David Weinberg, um advogado de Washington que está liderando uma resposta do setor, chama isso "uma coalizão variada" de dezenas de empresas e associações de comércio "tentando se manter mutuamente informadas" sobre as ações do governo.

"A consistência das regras internacionais é chave para o transporte seguro de produtos perigosos", disse Weinberg, conselheiro geral da Associação das Baterias Portáteis Recarregáveis, que representa os fabricantes e usuários de baterias recarregáveis.

Alguns representantes do setor apelaram à Casa Branca, argumentando que mudanças amplas poderiam elevar em bilhões de dólares o custo de transporte, embalagem e treinamento de funcionários, afetando trabalhadores e práticas adotadas na já frágil cadeia de suprimento. De acordo com representantes do setor, a FAA e o Departamento de Transporte estão esperando por um sinal verde da Casa Branca, antes de anunciar novas medidas.

Representantes da Casa Branca já foram alertados de que medidas restritivas poderiam provocar um aumento dos preços aos consumidores, segundo Jot Carpenter, um especialista em relações governamentais da CTIA, uma entidade de classe que representa o setor de aparelhos celulares. "Existe um esforço para comunicar esta [mensagem]" ao Poder Executivo, disse ele.

Outros grupos que representam varejistas e fabricantes de aparelhos entraram na briga, alertando que a rápida adoção de novas regras poderia atrapalhar as entregas para lojas americanas para a temporada de Natal. Se os reguladores agirem como pretendem, no fim das contas, os funcionários do setor de transporte e "basicamente todos os que lidam" com baterias "terão que receber um treinamento especial", disse Craig Shearman, porta-voz sênior da Federação Nacional de Varejo.

Representantes da United Parcel Service Inc. se recusaram a comentar o acidente em detalhes, se baterias estavam envolvidas no incêndio dentro do avião, ou a necessidade de medidas de segurança mais rígidas.

Espera-se que as novas regras cubram uma grande parte das dezenas de milhões de baterias de íon de lítio transportadas todos os anos em aviões de carga dos EUA. Os cabos para carregar baterias se transformaram em símbolos onipresentes de aparelhos pessoais e de comunicação digital. As baterias de lítio são o principal suporte para muitas indústrias. De acordo com estatísticas governamentais, as empresas de transporte de carga carregaram mais de dois terços de todas as baterias de íon de lítio importadas pelos EUA no ano passado, no valor de cerca de US$ 470 milhões.

O valor total do transporte aéreo de notebooks e celulares de fora dos EUA - que geralmetne incluem baterias - somou mais de US$ 58 bilhões em 2009. Quase cinco, entre cada seis laptops importados pelos EUA no ano passado, chegaram por ar, de acordo com estatísticas de comércio dos EUA.

Pelo menos uma grande empresa de carga, a FedEx Corp., já se comprometeu a voluntariamente equipar com sistemas de prevenção de incêndio mais de 95 dos seus aviões de longo alcance e de fuselagem larga que fazem rotas oceânicas.

Fred Smith, diretor-presidente da Fedex, disse que a empresa começou a desenvolver uma tecnologia de prevenção de incêndio há vários anos, depois de um incêndio em um DC-10 da empresa sobre Nova York. O incêndio foi causado por uma carga de materiais perigosos que não tinha sido declarada.

Depois de um pouso muito rápido, disse Smith, a tripulação "fez uma saída de emergência e o avião foi destruído pelo fogo". Não houve fatalidades, mas se o incêndio tivesse ocorrido sobre o oceano, a horas de distância de um aeroporto, isso poderia ter sido "uma verdadeira tragédia", disse ele.

Sem tais sistemas, os pilotos que recebem alertas de incêndio da área de carga normalmente têm como alternativa reduzir a altitude em caráter de emergência para despressurizar a aeronave e tentar fazer com que as chamas fiquem sem oxigênio. Autoridades da FAA não tinham comentários imediatos a fazer.

A preocupação com incêndios causados por baterias têm crescido há anos, e as autoridades do Departamento de Transporte propuseram este ano um pacote de restrições, incluindo a interdição do carregamento de baterias em compartimentos das aeronaves a que a tripulação não consegue ter acesso durante o voo. De acordo com líderes de sindicatos de pilotos, os investigadores do governo identificaram, desde agosto, cinco novos incidentes de segurança em aviões relacionados às baterias de lítio.

O debate ganhou urgência depois do acidente com o avião da UPS em Dubai, em 3 de setembro. Os dois tripulantes na cabine receberam alertas sobre um incêndio na área de carga menos de meia hora depois de decolar do Aeroporto Internacional de Dubai.

Um dos pilotos aparentemente deixou a cabine, para tentar apagar as chamas e não regressou, disseram pessoas que tiveram acesso às informações colhidas pelos investigadores. A fumaça na cabine se tornou tão densa que obscureceu os instrumentos, e os dois pilotos morreram quando o avião já muito danificado fez uma malsucedida tentativa de pouso em Dubai.

A causa do incêndio não foi determinada. Mas, na semana passada, investigadores dos Emirados Árabes disseram que a sondagem estava concentrada em "compreender as questões relativas à carga"da aeronave.

Em torno da mesma época, autoridades americanas estavam preparadas para anunciar restrições de emergência aos carregamentos. Mas a pressão do setor acabou adiando as medidas, de acordo com pessoas familiarizadas com o cronograma.

A Associação de Pilotos de Linhas Aéreas, um sindicato que representa 53 mil pilotos na América do Norte e é conhecido pela sigla Alpa, mandou na semana passada uma carta ao secretário de Transporte dos EUA, Ray LaHood, pedindo a imposição de uma interdição temporária ao transporte de carga de baterias de lítio. O acidente da UPS, de acordo com a carta assinada pelo presidente da Alpa, John Prater, levantou a possibilidade de que o problema"possa ser atribuído a um incêndio resultante do grande carregamento dessas baterias [no avião]".

A FAA previamente indicou que não vai exigir a instalação de equipamentos de prevenção de incêndio nos aviões de carga.

Em abril, a associação de baterias recarregáveis disse aos reguladores que os prováveis resultados de novas regras rígidas "seriam custos mais altos e a entrega mais lenta de produtos eletrônicos para os consumidores americanos", assim como a provável "realocação de centros de distribuição americanos para o México e/ou Canadá, com a perda de empregos, folhas de pagamento e receita". A associação citou a estimativa de um consultor de que o custo anual para o setor das regras propostas poderia chegar a US$ 1,1 bilhão.

 

 

Revista Fator
05/10/2010

Embraer realiza conferências regionais para operadores de jatos executivos
Eventos acontecem em Abu Dhabi, para o Oriente Médio, e Singapura, para a Ásia Pacífico

São José dos Campos – A Embraer realiza esta semana duas conferências regionais para operadores de jatos executivos, denominadas Embraer Executive Operators Conferences (EEOC). O primeiro evento acontece dias 4 e 5 de outubro (segunda e terça-feira), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos (EAU), e é dedicado aos operadores de Legacy 600 e Lineage 1000 do Oriente Médio. O segundo, com foco nos Legacy 600 em operação na região da Ásia Pacífico, será realizado dias 7 e 8 de outubro ( quinta e sexta-feira),em Singapura. Ambas as conferências fornecerão aos participantes as mais recentes informações técnicas, de manutenção e de operações dos jatos executivos fabricados pela Embraer.

“Um dos compromissos que estabelecemos com nossos clientes é o de oferecer o melhor suporte às operações dos jatos executivos que fabricamos”, disse Antonio Martini Neto, diretor de suporte e serviços ao cliente da Embraer para a Europa, Oriente Médio e África – Aviação Executiva. “A EEOC é uma oportunidade única de ter contato pessoal com os clientes e reforçar os relacionamentos. Temos criado novos canais de comunicação com os clientes em cada região e este ano já realizamos eventos similares a estes no Brasil, na França e nos EUA.”

“A EEOC é uma ferramenta-chave para mantermos o feedback, bem como avaliar e definir processos e soluções para o crescente número de operadores de jatos executivos na Ásia Pacífico”, disse Andre Luis Vieira de Sousa, gerente de suporte e serviços ao cliente da Embraer para a Ásia Pacífico – Aviação Executiva. “Além disso, o acelerado crescimento da frota de jatos executivos na região contribuiu para que a Empresa estabelecesse em 2010 uma equipe dedicada de suporte ao cliente em Singapura. Esta ação, juntamente com outras iniciativas em 2010, demonstram o compromisso da Embraer em aprimorar a interação com os operadores e oferecer os melhores serviços disponíveis na região.”

O estabelecimento de uma equipe dedicada de suporte ao cliente na Ásia Pacífico é complementado por um centro regional de distribuição de peças em Singapura, que disponibiliza um estoque variado de itens. Esta centralização do estoque permitirá mais rapidez na reposição de peças para clientes da região. A Embraer também realizou investimentos para equipar os centros de serviços autorizados na Ásia Pacífico e agilizar o atendimento das demandas de clientes que operam na região.

Perfil- A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica S.A. - NYSE: ERJ; BM&FBovespa: EMBR3) é uma Empresa líder na fabricação de jatos comerciais de até 120 assentos e uma das maiores exportadoras brasileiras. Com sede em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, a Empresa mantém escritórios, instalações industriais e oficinas de serviços ao cliente no Brasil, China, Estados Unidos, França, Portugal e Singapura. Fundada em 1969, a Embraer projeta, desenvolve, fabrica e vende aeronaves para os segmentos de aviação comercial, aviação executiva e defesa. A Empresa também fornece suporte e serviços de pós-vendas a clientes em todo o mundo. Em 30 de junho de 2010, a Embraer contava com 16.781 empregados – número que não inclui funcionários das subsidiárias não-integrais – e possuía uma carteira de pedidos firmes a entregar de US$ 15,2 bilhões. | www.embraer.com.br.

 

 

Revista Fator
05/10/2010

Crianças terão 70% de desconto em voos da GOL

A GOL, a maior companhia aérea de baixo custo e baixa tarifa da América Latina, preparou um presente especial para o mês das crianças. Entre hoje e 12 de outubro, a companhia irá oferecer desconto de 70% para os pequenos viajantes.

“Será uma ótima oportunidade para viajar com as crianças, principalmente, porque a promoção inclui feriados prolongados e as férias de dezembro”, destaca Claudia Pagnano, vice-presidente de Mercado da GOL.

As tarifas especiais são válidas para crianças até 12 anos. Durante o período de vigência, os menores poderão viajar entre São Paulo (SP) e Salvador (BA), por exemplo, a partir de R$ 50,20. Já para voar do Rio de Janeiro (RJ) para Recife (PE), os pais pagarão apenas R$ 74,70. Este mesmo valor poderá ser encontrado em passagens entre Brasília (DF) e Porto Alegre (RS). O trecho São Paulo (SP) – Recife (PE) vai custar a partir de R$ 68,70.

As passagens promocionais serão válidas para viagens de ida e volta realizadas entre os dias 5 de outubro e 15 de dezembro, e podem ser adquiridas no site da companhia (www.voegol.com.br), via call center (0300-115-2121), Lojas GOL e agências de viagem.

Perfil- A GOL, companhia aérea brasileira de baixo custo, oferece cerca de 900 voos diários para 51 destinos que conectam todas as mais importantes cidades do Brasil e 12 mercados internacionais na América Latina e Caribe. A Companhia opera uma frota jovem e moderna de Boeing 737 Next Generation, as aeronaves mais seguras e confortáveis da classe, com baixos custos com manutenção, combustível e treinamento, e altos índices de utilização e eficiência. Sempre empenhada em buscar soluções inovadoras por meio do uso de altas tecnologias, a Companhia — com as marcas GOL, Varig, Gollog, Smiles e Voe Fácil? oferece aos clientes facilidade de compra, ampla oferta de serviços complementares e a melhor relação custo-benefício do mercado.

 

 


<< Início   < Voltar  | |  Avançar >   Última >>

Página Principal