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21/07/2010

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Site R7 - 18:21h
21/07/2010

Embraer recebe encomenda de mais 24 aviões de companhia americana
Empresa brasileira já havia recebido pedidos de 160 aviões por cerca de R$ 10,3 bilhões

A companhia aérea americana Republic Airlines encomendou 24 aviões E190 da Embraer, anunciou a empresa brasileira nesta quarta-feira (21) durante o Salão Aeronáutico de Farnborough, na Inglaterra. O valor do contrato é de R$ 1,7 bilhão (US$ 960 milhões).

O presidente da Republic Airlines, Bryan Bedford, afirmou que escolheu “esses aviões pelo conforto dos passageiros, seu desempenho, em particular nas zonas quentes e altas como Denver”. Os primeiros aviões, utilizados para voos regionais, serão entregues em meados de 2011. 

A empresa brasileira já havia desembarcado com força na terça-feira no Salão de Farnborough, quando obteve encomendas de 160 aviões por um valor total estimado de R$ 10,3 bilhões (US$ 5,8 bilhões) em dois contratos que reforçam sua posição atrás de Boeing e Airbus. 

A companhia aérea britânica Flybe anunciou a encomenda de 140 aeronaves da Embraer em um contrato de R$ 8,9 bilhões (US$ 5 bilhões), enquanto o grupo americano de aviões de frete ALC (Air Lease Corporation) solicitou à empresa 20 aviões por cerca de R$ 1,4 bilhão (US$ 800 milhões). 

A Flybe confirmou a aquisição de 35 aparelhos do tipo E175 - um avião com capacidade para 88 passageiros. A empresa também tem opções de compra de 65 aeronaves adicionais da mesma linha e direitos de compra de outros 40 aviões. 

Já a Airbus e a Boeing receberam nesta quarta-feira outras encomendas milionárias no terceiro dia do evento na Inglaterra. 

Porém a maioria dos contratos anunciados nesta quarta-feira – de mais de R$ 14,2 bilhões (US$ 8 bilhões) – são de companhias da Ásia e do Golfo Pérsico, regiões de dinamismo econômico e crescimento do tráfego aéreo. 

A companhia indonésia Garuda Indonesia comprou da europeia Airbus seis aviões de longo alcance A330-200 por R$ 1,9 bilhão (US$ 1,1 bilhão). Já a Thai Airways firmou carta de intenção para a compra de sete Airbus A330-300, avaliados em R$ 2,6 bilhões (US$ 1,48 bilhão). 

A Boeing, que geralmente não revela os pedidos que recebe nos salões aeronáuticos, anunciou a venda à American Airlines de 35 aviões de médio alcance 737 por R$ 4,8 bilhões (US$ 2,7 bilhões). 
 

O contrato se soma à venda de duas aeronaves de longo alcance 777-200 a Qatar Airways por R$ 890,5 milhões (US$ 500 milhões). 

A Boeing informou ainda nomes de vários clientes que haviam efetuado encomendas já contabilizadas em seu balanço comercial. 

A companhia chinesa Okay Airways comprou dez 737-800 em negócio estimado em R$ 1,4 bilhão (US$ 800 milhões). Já a empresa francesa Air Austral adquiriu dois aviões do tipo 777 por R$ 890,5 milhões (US$ 500 milhões). 

Já a companhia de frete RBS Aviation Capital, do grupo RBS, anunciou nesta quarta-feira a encomenda 95 aviões da Airbus e da Boeing por R$ 13,5 bilhões (US$ 7,6 bilhões). 

Em comunicado, a RBS Aviation Capital disse que encomendou à Airbus 52 unidades do tipo A320 e 43 aviões 737 da americana Boeing. 

O tradicional salão aeronáutico de Farnborough, na periferia de Londres, é considerado um dos maiores do setor e cenário de grandes operações comerciais. 

Segundo a IATA (Associação Internacional do Transporte Aéreo), a Europa continua sendo uma das regiões mais frágeis do setor aéreo depois da crise mundial.

 

 

Jornal do Brasil
21/07/2010

Justiça atua no vácuo da Anac em aeroportos
Juizados pretendem diminuir problemas com voos
Ana Paula Siqueira

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou ontem a instalação de juizados especiais nos principais aeroportos do país a partir de sexta-feira. O órgão adotou a medida por reconhecer que a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não está conseguindo atender a demanda de reclamações dos passageiros.

O objetivo é pacificar conflitos entre empresas aéreas e usuários. Há cerca de um mês, Anac divulgou novas normas que ampliam os direitos de quem viaja de avião.

Os cinco maiores aeroportos brasileiros serão beneficiados: Galeão e Santos Dumont (RJ); Guarulhos e Congonhas (SP), e Juscelino Kubitschek (DF).

Os juizados serão instalados em salas próximas aos check-ins. A ideia é resolver os problemas por meio de conciliação, sem necessidade de advogado.

Questões como atrasos e cancelamentos de voos, extravio de bagagem e até falta de informações por parte das companhias aéreas poderão ser solucionadas no local.

Haverá equipes de funcionários e conciliadores, subordinados a um juiz, trabalhando 24 horas. Caso não haja conciliação, um processo será aberto e tramitará no domicílio onde reside o passageiro.

O corregedor nacional de Justiça, Gilson Dipp, reconhece que a medida se tornou necessária pelo grande número de reclamações de passageiros contra as empresas aéreas, muitas delas levadas ao conhecimento do órgão pela imprensa.

Resolução da Anac, que entrou em vigor em junho, amplia os direitos de passageiros que sofrem, entre outros casos, com atrasos ou overbooking. Entretanto, há dez dias, a Anac notificou 18 empresas que descumpriam a resolução.

Para o corregedor, se os órgãos funcionassem devidamente, não seria necessário a criação dos juizados especiais.

– O que se demonstrou naquela oportunidade (apagão aéreo), em 2007, e agora, é que esse órgão (Anac) não está atendendo a todas as demandas que lhe estão sendo apresentadas – afirmou Dipp.

 

 

Azul compra 20 turboélices franceses
21/07/2010

Azul compra 20 turboélices franceses
Azul compra 20 turboélices franceses
Aguinaldo Novo

Empresa fundada em 2008 para operar com jatos regionais da Embraer, a Azul anunciou a compra de 20 turboélices da francesa ATR, num contrato avaliado em US$ 850 milhões. Os aviões começarão a operar no segundo semestre de 2011 em uma nova aposta da companhia para o mercado aéreo brasileiro: as cidades de porte médio que crescem com a estabilidade econômica e a força do agrobusiness, onde a Azul percebeu uma demanda reprimida ainda não atendida pelos concorrentes.

— São regiões que estão atravessando um verdadeiro boom econômico — diz o presidente executivo da Azul, Pedro Janot.

A empresa pretende utilizar aeroportos pouco movimentados, com pistas de pousos menores, em cidades a um raio de até 800 quilômetros de seus principais centros de operação — que incluem o aeroporto de Viracopos, em Campinas. Segundo ele, o custo por passageiro dos turboélices é baixo, o que vai ajudar a diluir os custos fixos da companhia — que prevê encerrar 2010 com um lucro anual pela primeira vez.

Ele negou que a operação com a ATR tenha colocado fim à parceria com a Embraer ou que a Azul tenha desistido de brigar pelos passageiros da Gol e da TAM, para se fixar no mercado hoje explorado por companhias como Trip. Janot voltou a falar sobre a possibilidade de abertura de capital da Azul — que poderia acontecer entre 2011 e 2012 — e ainda sobre a internacionalização de suas rotas.

A Azul defendeu mudanças nas novas regras da Anac sobre atrasos. O vice-presidente técnico-operacional da empresa, Miguel Dau, disse que essas normas levariam ao caos se fossem aplicadas, por exemplo, nos Estados Unidos.

 

 

O Globo
21/07/2010

Mão leve na classe executiva
Mão leve na classe executiva

A polícia francesa prendeu uma aeromoça da Air France acusada de furtar milhares de euros, cartões de créditos e joias de passageiros enquanto dormiam durante voos de longa distância, entre a França e a Ásia. De acordo com a edição de ontem do jornal “Le Figaro”, a prisão de Lucie R., de 47 anos, ocorreu na sexta-feira.

A investigação começou em janeiro, depois que C 4 mil foram furtados de cinco passageiros. A funcionária, que trabalhava na classe executiva, começou a furtar em março de 2009 devido a problemas financeiros. Ela confessou 26 dos 140 casos registrados desde janeiro.

A Air France publica hoje nos jornais comunicado pedindo desculpas pelos transtornos causados aos passageiros de quatro voos entre Brasil e França nos últimos dias e reitera seu compromisso com a segurança em seus voos.

Já os controladores do tráfego aéreo francês iniciam hoje greve contra a unificação do controle aéreo europeu.

 

 

O Estado de São Paulo
21/07/2010

Embraer fecha acordos de até US$ 5,8 bilhões
Empresa brasileira assinou contratos para fornecimento de até 160 aviões para a [br]Flybe e para a ALC
Andrei Netto

A Embraer mergulhou ontem na espiral positiva do mercado internacional, do qual já estavam desfrutando as gigantes Airbus e Boeing. A companhia brasileira anunciou no Salão Aeronáutico de Farnborough, no Reino Unido, a assinatura de dois contratos para o fornecimento de até 160 aviões, em um montante estimado em até US$ 5,8 bilhões.

As encomendas põem a Embraer entre as mais bem-sucedidas da feira, que marca a retomada da atividade dos construtores aeronáuticos e das companhias aéreas, fortemente afetadas pela recessão do setor.

O maior contrato foi firmado com a British European, ou Flybe, para a compra de 35 aviões E175, cuja capacidade é de 88 passageiros. Há ainda opções de compra de outros 65 aparelhos e direitos de compra de 40 unidades do mesmo modelo. No total, o potencial do contrato com a companhia low cost chega a 140 exemplares. O valor do negócio vai oscilar entre US$ 1,3 bilhão e US$ 5 bilhões.

O segundo anúncio foi feito em conjunto com a Air Lease Corporation (ALC), que encomendou 20 aviões E190 - 15 em compra e cinco como opção de compra. O valor total não foi revelado, mas, considerando-se os preços de catálogo da aeronave, estima-se que o contrato possa chegar aos US$ 798 milhões.

Procurados pela reportagem, os executivos da Embraer não se pronunciaram por estarem envolvidos em reuniões até a noite de ontem. Mas, por meio de sua assessoria de imprensa, o diretor-presidente da empresa brasileira, Frederico Fleury Curado, destacou a escolha pelos aparelhos da família E-Jets por parte da companhia Flybe. "Esta nova estratégia de expansão da frota da Flybe dará destaque ainda maior ao papel de liderança que hoje desempenha no mercado", afirmou Curado.

Elogios. O presidente do Conselho de Administração da Flybe, Jim French, retribuiu os elogios, destacando a importância estratégica dos aviões da Embraer na aviação regional. "O Embraer 175 aumentará significativamente a nossa oferta de assentos e é adequado ao tamanho da maioria das rotas europeias que temos interesse em operar", justificou. "O avião encaixa-se perfeitamente ao nosso modelo de negócios."

Para a ALC, uma nova companhia de compra, leasing e financiamento de aviões, os E-190 são mais do que adaptadas para voos regionais. "Estamos convencidos de que se trata da aeronave certa não somente para a aviação regional, mas que, devido à grande economia, atratividade para o passageiro e confiabilidade, também representa uma importante parcela das operações das companhias aéreas que operam nas rotas principais", analisou John Plueger, presidente da ALC.

 

 


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